quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mistérios



Meu mausoléu revive...
Em suas entranhas ainda há vida...
Pequenos seres nelas habitam...

Esperanças, histórias, vidas e tempos
Estão mortos, todos mortos pra mim...

Não há vida onde vivo,
Ninguém vive aonde vivo,
Porque não vivo...

O crepúsculo me rejuvenesce...
É quando finalmente me sinto renascer...

Quando não há mais ninguém por perto,
Quando não há nada certo...
Quando não sou quem eu era,
Quando sou quem menos espera...

Ela me sorri a noite...
Me chama pra junto de si...

Quer me ter ao seu lado,
Me quer assim como tem as estrelas...
Entrego-me ao seu desejo,
Quando ela reaparece...

Deleito-me sob sua luz...
E me despeço do mundo
Que nunca foi meu...

- Clara Fumes’
30/11/2010 

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