quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lágrimas ao Relento



Elas escorrem pelos meus olhos
E percorrem o meu rosto.
Mas não simples as lágrimas,
Não é um simples choro...

São lágrimas de fome
Fome que você nunca sentiu,
Fome que talvez você nunca sinta.
Você não sabe o que é fome,
Você não sabe o que é fome.

São lágrimas de miséria
Miséria que você nunca passou,
Miséria que você talvez nunca passe.
Você não sabe o que é miséria,
Você não sabe o que é miséria.

Isso não são brincadeiras...
Não são brincadeiras...
Isso são vidas, são vidas...
Vidas que você não se importa...
Vidas que você finge não existir...

Não adianta querer fugir
Não adianta querer se esconder
Elas estão ao seu redor,
Estão sempre ao seu redor...

Mas você parece não vê-las
Parece não enxergá-las...
Isso porque você esta cego,
Está cego para a realidade,
Para a realidade que você vive...

São lágrimas de tristeza
Tristeza aquela que você nunca sentiu,
Tristeza aquela que você nunca vai sentir.
Você não sabe o que é tristeza,
Você não sabe o que é tristeza.

São lágrimas de sangue,
Sangue este que você nunca viu escorrer,
Sangue este que você talvez nunca vai ver escorrer.
Você não sabe o que é ver uma perda de sangue,
Mas muitas mães sabem.

Isso não são brincadeiras...
Não são brincadeiras...
Isso são vidas, são vidas...
Vidas que você não se importa...
Vidas que você finge não existir...

Não adianta querer fugir
Não adianta querer se esconder
Elas estão ao seu redor,
Estão sempre ao seu redor...

Mas você parece não vê-las
Parece não enxergá-las...
Isso porque você esta cego,
Está cego para a realidade,
Para a realidade que você vive...

By: - Clara Fumes’
14/02/2011

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